Emissões fugitivas
em válvulas

 

O vazamento que nem sempre pode ser visto

Como pequenos vazamentos podem afetar segurança, eficiência operacional e desempenho ambiental — e o que considerar na especificação.

Nem todo vazamento forma uma poça, produz um ruído perceptível ou provoca uma queda imediata de pressão.

Em instalações que processam gases, hidrocarbonetos ou substâncias voláteis, parte do fluido pode escapar lentamente pela haste, pelas juntas ou pelos elementos de vedação de uma válvula. São as chamadas emissões fugitivas.

Isoladamente, um pequeno escape pode parecer irrelevante. Quando consideramos as centenas ou milhares de válvulas presentes em uma planta, porém, o efeito acumulado pode se tornar significativo.

De onde vêm essas emissões?

Em válvulas com haste, um dos pontos que merecem atenção é a interface entre a haste e o sistema de engaxetamento.

Durante a operação, ciclos de abertura e fechamento, variações térmicas, vibrações e desgaste podem alterar o comportamento dos componentes de vedação. A compatibilidade química entre o fluido e os materiais também influencia o desempenho ao longo do tempo.

Outros pontos potenciais incluem:

  • Juntas entre corpo e castelo;
  • Conexões com a tubulação;
  • Elementos de vedação deteriorados;
  • Montagem ou reaperto inadequados;
  • Seleção incorreta de materiais;
  • Operação fora das condições previstas.

 

Isso explica por que a ausência de vazamento visível não deve ser interpretada automaticamente como ausência de emissões.

Por que o tema ganhou importância?

O controle de emissões deixou de ser somente uma questão de conformidade ambiental. Ele também está relacionado à segurança ocupacional, à conservação de produto, à confiabilidade dos equipamentos e aos compromissos ambientais das organizações.

Programas de detecção e reparo de vazamentos, conhecidos como LDAR, são utilizados para identificar componentes que estejam liberando substâncias para a atmosfera.

A ISO 15848-1, por exemplo, estabelece procedimentos de ensaio e classificação para emissões externas em válvulas destinadas a serviços com poluentes voláteis ou fluidos perigosos.

A norma aplicável e os requisitos de desempenho, entretanto, precisam ser definidos conforme o projeto, o fluido, o setor e as exigências do cliente.

A especificação começa antes da compra

Uma válvula destinada a serviço crítico não deve ser escolhida apenas por bitola e classe de pressão.

A análise também pode envolver:

  • Composição e volatilidade do fluido;
  • Temperatura real de operação;
  • Quantidade esperada de ciclos;
  • Frequência de acionamento;
  • Material e configuração da gaxeta;
  • Acabamento e comportamento da haste;
  • Requisitos de inspeção e ensaio;
  • Facilidade de manutenção em campo.

 

Esses fatores precisam ser avaliados em conjunto. Uma solução adequada para água, por exemplo, não deve ser automaticamente transferida para uma linha com gás ou produto químico volátil.

Pequenos componentes, grandes consequências

As válvulas são numerosas e estão distribuídas por toda a instalação. Por isso, sua contribuição coletiva para a confiabilidade e o desempenho ambiental da planta não pode ser ignorada.

Controlar emissões fugitivas exige uma abordagem integrada: boa especificação, fabricação criteriosa, instalação correta, monitoramento e manutenção baseada nas condições reais do equipamento.

Na Worldval, entendemos que uma válvula não controla apenas o fluxo. Ela também ajuda a proteger pessoas, processos e o ambiente ao redor da operação.

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